Falha relatada pelo portal UOL permitiu acesso a imagens de locais privados e residências de políticos; gestão Ricardo Nunes nega ataque hacker e apura envio ilegal de dados.
A Prefeitura de São Paulo instaurou, nesta terça-feira (3), uma nova investigação administrativa para apurar uma falha no sigilo de dados que envolve aproximadamente 17 mil câmeras conectadas ao programa de monitoramento Smart Sampa. Este é o segundo procedimento investigatório aberto pela administração municipal para apurar vulnerabilidades no sistema em menos de um mês.
A nova ocorrência foi revelada por uma reportagem do portal UOL. No mês passado, o veículo de imprensa já havia veiculado denúncia sobre o vazamento de credenciais sigilosas que permitiam o acesso irrestrito a cerca de 58 mil câmeras municipais — dispositivos que deveriam permanecer sob acesso exclusivo das forças de segurança pública e de fiscalização urbana.
De acordo com as informações apuradas, a brecha de segurança possibilitou o acesso indevido, ao longo de cinco dias, a transmissões de câmeras instaladas em áreas privadas, incluindo condomínios residenciais e endereços vinculados a autoridades políticas.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), órgão responsável pela gestão do programa, declarou que a plataforma não sofreu nenhum tipo de ataque cibernético ou invasão externa. A pasta informou que um novo arquivo contendo senhas sigilosas foi encaminhado de forma ilegal ao portal de notícias e garantiu que instaurou processo apuratório para identificar a origem do vazamento e punir os responsáveis.
