Investigados vazavam informações do IML, SVO e hospitais para abordagem abusiva de familiares vulneráveis na capital e região metropolitana.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Paulo deflagraram, na manhã desta quinta-feira (29), a segunda fase da Operação Luctus. A ação conjunta apura um esquema ilegal de vazamento e comercialização de informações sigilosas sobre óbitos recentes para empresas funerárias, que utilizavam os dados para assediar familiares de vítimas e praticar preços abusivos.
A ofensiva cumpriu 21 mandados de busca e apreensão na capital paulista e em municípios da Região Metropolitana (Embu das Artes, Taboão da Serra, Cotia e Diadema). Não foram expedidos mandados de prisão para esta etapa do processo.
A força-tarefa é conduzida de forma integrada pela Corregedoria Geral da Polícia Civil e pela Controladoria Geral do Município de São Paulo (CGM-SP), atendendo a uma solicitação do próprio Executivo municipal. Os computadores, mídias digitais e documentos apreendidos foram encaminhados à perícia técnica para instrução dos inquéritos administrativo e criminal.

