Em alegações finais, promotoria solicita pena que pode variar de 16 a 51 anos de prisão para o influenciador fitness; defesa afirma confiar na absolvição.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou suas alegações finais e pediu a condenação do empresário e influenciador digital Renato Cariani. Ele é acusado de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
Caso a Justiça acolha integralmente o pedido do MP-SP, a pena estipulada para Cariani pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado. O influenciador responde ao processo em liberdade.
O processo é fruto das investigações da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo a acusação, a empresa Anidrol — da qual Cariani é sócio — teria simulado 59 vendas fakes de produtos químicos (como fenacetina, acetona e éter) para desviar os insumos ao narcotráfico, abastecendo a produção de toneladas de crack e cocaína.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Renato Cariani afirmou ter recebido o posicionamento do MP-SP com naturalidade, ressaltando que o pedido de condenação já era a tese defendida pelo órgão acusador desde a denúncia inicial. Os advogados declararam convicção de que as provas produzidas durante a instrução processual demonstrarão a inocência do influenciador, culminando em sua absolvição pela Justiça.
Com a entrega das alegações finais do Ministério Público, o processo entra na fase de manifestação final da defesa dos réus antes de seguir para a sentença do juiz responsável.

