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Tocantins: Real Time Big Data aponta Vicentinho com 52% e Dorinha com 48% dos votos válidos na reta final

Pesquisa mostra disputa apertada pelo governo do Tocantins, com vantagem numérica de Vicentinho Júnior e diferenças entre faixas de renda e idade; margem de erro é de dois pontos percentuais.

Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | TOCANTINS

A cinco dias do segundo turno das eleições 2026, a pesquisa Real Time Big Data apresenta uma disputa acirrada pelo governo do Tocantins. No levantamento divulgado nesta terça-feira, 20 de outubro, Vicentinho Júnior (PSDB) aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Professora Dorinha (União Brasil) registra 48%.

A distância de quatro pontos percentuais coloca as candidaturas no limite do empate técnico, considerando a margem de erro informada de dois pontos para mais ou para menos. O resultado representa o cenário captado durante as entrevistas e não antecipa o desfecho das urnas.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Vicentinho tem 46% das intenções de voto, contra 42% de Dorinha. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

Os votos válidos desconsideram essas duas últimas parcelas. É esse cálculo que será utilizado para definir quem vencerá a eleição para governador do Tocantins.

Vicentinho tem vantagem entre jovens e eleitores de menor renda

Os recortes da Real Time Big Data ajudam a compreender a composição da disputa estadual. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Vicentinho marca 50%, enquanto Dorinha tem 39%, uma diferença numérica de 11 pontos.

Na faixa de 60 anos ou mais, o candidato do PSDB registra 47%, contra 38% da representante do União Brasil. Já entre os entrevistados de 35 a 59 anos, Dorinha aparece numericamente à frente: 45% a 43%.

A renda também distingue as bases eleitorais. Entre os entrevistados que recebem até dois salários mínimos, Vicentinho alcança 50%, e Dorinha, 38%. Esse segmento representa 58% da amostra da pesquisa.

Dorinha apresenta vantagem numérica nos outros dois grupos: registra 47%, contra 41% de Vicentinho, entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos; e 46% a 40% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

Esses resultados descrevem os segmentos pesquisados. O relatório não apresenta margens de erro específicas para cada recorte, o que exige cautela na interpretação das diferenças.

Dorinha tem rejeição de 36%; Vicentinho, de 30%

Na pergunta sobre em quem o eleitor não votaria, Professora Dorinha é mencionada por 36% dos entrevistados. Vicentinho Júnior aparece com 30%.

Outros 19% afirmam rejeitar ambos os candidatos, enquanto 15% dizem não rejeitar nenhum deles. Esse quadro acrescenta um desafio às campanhas: conquistar eleitores que demonstram resistência às duas opções para o governo estadual.

Na intenção espontânea, sem apresentação dos nomes, Vicentinho registra 44%, e Dorinha, 41%. Brancos e nulos representam 11%, e os que não sabem ou não responderam somam 4%.

Voto definido reduz espaço para mudanças

Segundo a Real Time Big Data, 92% dos entrevistados afirmam que já definiram o voto, enquanto 8% dizem que ainda não.

Entre os eleitores de Vicentinho, 87% declaram que não mudariam de escolha de jeito nenhum; 8% dificilmente mudariam; e 5% admitem votar em Dorinha.

Entre os apoiadores de Dorinha, 88% afirmam que não mudariam de jeito nenhum; 8% dificilmente mudariam; e 4% admitem migrar para Vicentinho.

A consolidação das duas bases indica uma reta final com espaço restrito para conversões, embora a proximidade dos resultados mantenha relevância para qualquer movimentação.

Análise de Gabrielle Tricanico: renda e mobilização ajudam a explicar a disputa

O dado central da pesquisa Real Time Big Data é a combinação de vantagem numérica de Vicentinho Júnior com uma disputa ainda apertada. Os 52% dos votos válidos dão ao candidato do PSDB uma posição favorável no retrato apresentado, mas não sustentam uma leitura de eleição resolvida.

O recorte de renda merece atenção. Vicentinho apresenta seu melhor desempenho entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, grupo majoritário na amostra. Dorinha, por sua vez, aparece numericamente à frente nas faixas superiores de renda. Isso sugere bases com composições diferentes e ajuda a compreender por que uma candidatura pode liderar em determinados segmentos sem alcançar a dianteira no resultado estadual.

Outro ponto é a fidelidade declarada. Com 92% dos entrevistados afirmando ter escolhido seu candidato, a capacidade de mobilizar os próprios apoiadores e transformar intenção em comparecimento ganha importância. Para Dorinha, reduzir resistências também aparece como desafio, diante da rejeição numericamente superior.

Há, porém, um limite para a análise regional: o relatório não apresenta resultados separados por município. Portanto, não é possível atribuir vantagem a qualquer candidato em Palmas, Araguaína, Gurupi ou outras cidades com base neste levantamento.

A leitura é de uma eleição competitiva: Vicentinho chega numericamente à frente, enquanto Dorinha permanece próxima em um cenário que exige cautela até a apuração.

Metodologia da pesquisa

A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores do Tocantins entre 15 e 19 de outubro de 2026. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O relatório informa o registro TO-09320/2026 e divulgação em 20 de outubro.

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