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São Paulo: jovem tenta proteger mulher durante discussão e é morto a tiros na zona leste

Bruno, de 23 anos, foi baleado na Ponte Rasa após intervir em uma briga entre um casal; motorista fugiu e é procurado pela Polícia Civil

Por Gabrielle Tricanico | SEGURANÇA | SÃO PAULO

Uma tentativa de proteger uma mulher terminou em morte na zona leste de São Paulo. Bruno, de 23 anos, foi assassinado a tiros na noite de domingo, 1º de novembro, depois de intervir em uma discussão entre um casal na Ponte Rasa. O motorista envolvido na confusão fugiu acompanhado da mulher e é procurado pela Polícia Civil.

O jovem estava em uma adega na Avenida Dom Hélder Câmara, onde confraternizava com colegas de trabalho. O encontro foi interrompido quando o grupo percebeu uma discussão entre um homem e uma mulher dentro de um carro.

Conforme o relato da ocorrência, algumas pessoas alertaram sobre a possibilidade de o motorista estar armado. Bruno decidiu se aproximar e pediu que o homem interrompesse as ofensas e tratasse melhor a mulher.

A situação evoluiu para um confronto físico. Na sequência, o motorista efetuou dois disparos contra Bruno, que caiu no chão. O autor deixou o local com a mulher que o jovem havia tentado proteger.

Polícia busca identificar o autor dos disparos

O caso foi registrado no 24º Distrito Policial. A investigação deve ficar sob responsabilidade do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, o DHPP.

A Polícia Civil trabalha para esclarecer a sequência dos acontecimentos e identificar o responsável pelo homicídio. O relato inicial sobre a discussão e o confronto deverá ser confrontado com os depoimentos e os demais elementos reunidos na investigação.

A presença da mulher no veículo durante a fuga, isoladamente, não permite concluir que ela tenha participado do crime. As circunstâncias em que deixou o local também precisam ser esclarecidas.

Pai da vítima foi socorrido e acabou preso por mandados anteriores

O pai de Bruno, com quem o jovem morava, foi ao local depois de receber a notícia de que o filho havia sido baleado. Durante o atendimento de resgate, ele apresentou intenso abalo emocional e precisou ser socorrido após entrar em um córrego. Teve ferimentos leves.

Na verificação de seus dados, os policiais identificaram mandados de prisão em aberto por ameaça e lesão corporal. Ele acabou preso. A prisão decorreu dessas pendências anteriores.

Violência contra a mulher exige resposta rápida e proteção

O homicídio coloca em evidência o risco de escalada de uma discussão quando há uma arma de fogo envolvida. A apuração deverá estabelecer as responsabilidades pelo assassinato e esclarecer o que ocorreu com a mulher antes e depois dos disparos.

Para quem presencia ameaças ou possíveis agressões, acionar rapidamente a polícia é uma forma de buscar proteção para a vítima e para as demais pessoas no local. Informações objetivas, como endereço, características do veículo e direção da fuga, podem ajudar no atendimento.

Em situações de risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190. O Ligue 180 recebe denúncias de violência contra a mulher e oferece orientação sobre direitos e serviços de acolhimento. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia.

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