Reajuste do sistema free flow entrou em vigor nesta sexta-feira (23); cobrança nas pistas expressas varia conforme percurso e horário, enquanto marginais permanecem gratuitas.
Por Gabrielle Tricanico | MOBILIDADE | GRANDE SÃO PAULO
O deslocamento entre São Paulo, Guarulhos e Arujá ficou mais caro para quem utiliza as pistas expressas da Via Dutra. Desde a zero hora desta sexta-feira, 23 de outubro, as tarifas do pedágio eletrônico, conhecido como free flow, passaram a ser cobradas com reajuste de aproximadamente 4,4%. A mudança alcança um corredor utilizado para viagens e deslocamentos diários entre a capital e os municípios da Região Metropolitana.
Para o motorista, porém, o percentual não explica sozinho quanto será desembolsado. O valor depende do trecho percorrido, do sentido, do dia e do horário da viagem. Isso exige atenção especialmente de quem utiliza a rodovia nos períodos de maior movimento.
Como funciona o reajuste do pedágio da Dutra
A atualização foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Deliberação nº 298, de 16 de outubro, publicada no Diário Oficial da União no dia 20. O trecho abrangido fica entre os quilômetros 205 e 230.
Segundo a agência, o cálculo incorpora a variação de 4,44% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a revisão do fator de gerenciamento de tráfego. Por isso, a tarifa final combina correção inflacionária e critérios específicos de utilização da pista expressa.
Pista marginal continua sem cobrança
O reajuste é o primeiro desde o início da operação do sistema, em dezembro de 2025. Quem permanece integralmente nas pistas marginais continua sem pagar o pedágio eletrônico.
Antes de viajar, o motorista pode consultar o simulador da concessionária RioSP. A ferramenta considera percurso, dia, horário e sentido para informar o custo da utilização da expressa. Não existe, portanto, um único preço válido para todas as viagens entre os três municípios.
Análise: o impacto aparece na repetição das viagens
Para quem depende da Dutra para trabalhar, estudar ou prestar serviços, o peso do reajuste precisa ser observado no orçamento mensal. Uma diferença pequena por passagem se acumula quando o deslocamento ocorre diariamente, na ida e na volta.
A tarifa variável acrescenta outra dificuldade: trabalhadores com horário fixo têm menor possibilidade de escolher períodos mais baratos. Na prática, a decisão entre expressa e marginal envolve dinheiro, tempo de deslocamento e condições de trânsito.
Também merece acompanhamento o efeito sobre a distribuição dos veículos. A busca por trajetos gratuitos pode influenciar o movimento nas marginais e nos acessos urbanos. Essa é uma possibilidade que exige monitoramento; não há, nas informações consultadas, dados que permitam afirmar que o reajuste já provocou essa mudança.
Pagamento: o que o motorista precisa saber
Veículos com tag têm débito automático pela operadora e desconto de 5% por passagem. Quem não possui o dispositivo deve quitar a tarifa em até 30 dias pelos canais oficiais da concessionária. As motocicletas pagam metade da tarifa correspondente ao trecho.
A orientação para quem utiliza frequentemente a rodovia é simular os trajetos habituais, calcular a despesa mensal e acompanhar os registros das passagens. Como o sistema funciona sem cancelas, o motorista precisa manter atenção à consulta e ao pagamento das viagens realizadas.

