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Polícia Civil vai investigar agente citado em processo contra Renato Cariani

Ministério Público também pediu a condenação de outros dois réus e a absolvição de duas mulheres; mensagens encontradas no celular do influenciador indicariam possível interferência em investigação anterior.

A Polícia Civil de São Paulo informou neste sábado (31) que vai investigar o policial André Dziuba, citado pelo Ministério Público estadual no processo contra o influenciador e fisiculturista Renato Cariani, acusado de envolvimento em um esquema de tráfico de produtos químicos destinados à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.

A possível atuação do agente foi mencionada nas alegações finais apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo os promotores, mensagens extraídas do celular de Cariani indicariam que ele mantinha contato com um policial civil enquanto acompanhava uma investigação anterior envolvendo sua indústria química.

De acordo com a interpretação do Ministério Público, as conversas sugerem que Dziuba teria atuado para conter o avanço da apuração a pedido do influenciador. A Promotoria afirma ainda que Cariani recebia informações sobre diligências, buscava detalhes do inquérito e participava de conversas relacionadas ao possível encerramento do caso.

A investigação anterior mencionada pelo MP foi conduzida pela Polícia Civil e tramitou na 2ª Vara Criminal de Diadema. O inquérito foi arquivado em 2023. Segundo os promotores, a defesa de Cariani utilizou o arquivamento como argumento favorável à inocência do influenciador. A Promotoria, no entanto, sustenta que o promotor responsável pelo caso não tinha conhecimento das mensagens extraídas do celular.

Além de Cariani, o Ministério Público pediu a condenação de Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes: associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.

Em relação a Roseli Dorth e Andreia Domingues Ferreira, a Promotoria pediu a absolvição por considerar que não existem provas suficientes para condená-las.

O Ministério Público considera que a análise do celular do influenciador tem relevância para o processo porque, além de reforçar a acusação principal, poderia indicar uma atuação dele sobre a investigação anterior relacionada a operações envolvendo a farmacêutica AstraZeneca.

As alegações finais são a última manifestação do Ministério Público antes da sentença em um processo criminal. O caso segue para análise da Justiça.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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