Promotoria aponta que disparo de arma em bar do Itaim Bibi não possui relação com mandato na Alesp; parlamentar também é investigado por usar placa falsa e importunar clientes.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) solicitou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a remessa para a primeira instância do processo contra o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL). O parlamentar é investigado por ter efetuado um disparo de arma de fogo dentro de um bar no bairro do Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, na noite de 19 de outubro.
A manifestação da promotoria sustenta que, como o episódio ocorreu em um estabelecimento comercial sem qualquer vínculo com as funções legislativas de Aguiar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), ele não deve se beneficiar do foro por prerrogativa de função perante a segunda instância do Tribunal. Com isso, o caso deve tramitar em uma das Varas Criminadas da capital.
Na data do ocorrido, Marcelo Aguiar foi detido e conduzido ao distrito policial, sendo liberado após prestar depoimento formal. Como se trata de um parlamentar em exercício, o inquérito policial havia sido remetido diretamente ao TJ-SP para análise da Procuradoria-Geral de Justiça.
A defesa do deputado Marcelo Aguiar ainda não se manifestou formalmente sobre o pedido do Ministério Público. O espaço permanece aberto para manifestação.

