Após Ibovespa subir 1,4% e dólar fechar a R$ 5,17 na véspera com foco em debate, pressão do petróleo e juros globais revertem humor dos investidores
O mercado financeiro brasileiro abriu no campo negativo nesta quinta-feira (1º), revertendo o otimismo registrado no pregão anterior. Na quarta-feira, o Ibovespa encerrou com alta expressiva de 1,4%, impulsionado pelo apetite a risco e pelas expectativas dos agentes econômicos em relação ao debate político programado para a noite. Paralelamente, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,17, refletindo o reposicionamento das carteiras.
No entanto, o clima de cautela voltou a predominar nas primeiras horas de negócios do dia. A virada de humor é puxada pela nova escalada nas cotações internacionais do petróleo, fator que volta a pressionar os índices de inflação global e reforça as perspectivas de juros mantidos em patamares elevados por mais tempo pelas principais autoridades monetárias.
A combinação de commodities mais caras com o cenário de restrição monetária no exterior pesa sobre as bolsas globais e desestimula a manutenção dos ganhos recentes na praça paulista, levando investidores a realizarem lucros enquanto monitoram o ambiente político e fiscal do país.
