Motoristas alegam falta de pagamento de benefício; ônibus permanecem parados e ainda não há previsão oficial para a retomada do serviço
Por Gabrielle Tricanico | CIDADES | CARAGUATATUBA
O transporte coletivo urbano de Caraguatatuba foi interrompido na manhã desta terça-feira (22) após motoristas da SOU paralisarem as atividades. A empresa é a concessionária responsável pelo serviço no município.
Segundo relatos de funcionários, a mobilização teria sido motivada pela falta de pagamento de um benefício. Os trabalhadores afirmam que os ônibus somente voltarão a circular após a regularização do valor.
A paralisação provocou acúmulo de passageiros no terminal rodoviário e afetou moradores que dependem dos ônibus para chegar ao trabalho, às escolas, às unidades de saúde e a outros serviços essenciais. Até o momento, não foi informado oficialmente quantas linhas foram atingidas nem se existe previsão para a normalização das viagens.
Também ainda não está esclarecido se o problema decorre exclusivamente de uma pendência interna da SOU ou se existe alguma questão relacionada aos repasses e ao contrato mantido com a Prefeitura de Caraguatatuba.
A Guardiã da Notícia solicitou posicionamento da empresa e da administração municipal. Entre os esclarecimentos cobrados estão a origem da pendência, a quantidade de trabalhadores e linhas afetadas, a situação dos repasses, a existência de um plano emergencial e o horário previsto para a retomada do transporte.
Enquanto não houver uma manifestação oficial, passageiros devem acompanhar as atualizações antes de se deslocarem aos pontos e ao terminal. A Guardiã da Notícia segue acompanhando o caso durante toda a programação multiplataforma, com informações em tempo real para Caraguatatuba e o Litoral Norte.
NOTA OFICIAL – PARALISAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO
A Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana (SESMOB), informa que acompanha, desde as primeiras horas desta terça-feira (22/09), a paralisação dos trabalhadores do transporte público coletivo municipal, iniciada por volta das 3h.
Segundo informações recebidas, o movimento foi deflagrado pelo sindicato representante da categoria em razão de questões trabalhistas envolvendo os funcionários e a empresa concessionária responsável pela operação.
Desde que tomou conhecimento da situação, a Prefeitura vem adotando as providências administrativas cabíveis e mantendo contato com as partes envolvidas, buscando a retomada do serviço e a redução dos impactos causados à população.
Até o presente momento, entretanto, a paralisação prossegue, prejudicando a operação do transporte coletivo no município.
Por se tratar de serviço público essencial, a Prefeitura está formalizando as ocorrências, acompanhando a situação operacional e adotando as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para resguardar os direitos dos usuários e buscar o restabelecimento do serviço com a maior brevidade possível.
A Administração Municipal reforça que continuará acompanhando a situação e divulgará novas informações à população assim que houver atualização quanto à retomada da operação.
Nota referente a questão do transporte em ubatuba:
A Secretaria de Mobilidade Urbana informa que o serviço de transporte coletivo foi restabelecido às 7h30 desta terça-feira, 22, após paralisação dos trabalhadores.
Diante da interrupção do atendimento, a Secretaria cobrou um posicionamento da empresa Sou Ubatuba, responsável pela operação do serviço no município.
Em resposta, a empresa informou que estava em negociação com o sindicato da categoria e com os trabalhadores para buscar uma solução para a situação e viabilizar a retomada do atendimento à população.
Segundo o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Annibal Bastos, a Prefeitura acompanhou as tratativas e manteve contato com a empresa durante a paralisação.
“Desde o início, cobramos da empresa um posicionamento e, principalmente, uma solução para a normalização do serviço. O transporte coletivo é um serviço essencial e nossa preocupação é com os usuários que dependem diariamente dos ônibus para trabalhar, estudar e cumprir seus compromissos”, afirmou Bastos.
Cordialmente;
Secom