Americanos escolhem deputados, senadores e governadores; resultado definirá a força do presidente no Congresso nos próximos dois anos.
Por Fabi Teixeira
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e os governos de 36 estados. A votação pode alterar o equilíbrio de poder em Washington e a capacidade de Donald Trump de avançar com sua agenda.
Embora o presidente não esteja na cédula, a eleição funciona como um teste político para sua administração. O custo de vida, a imigração e a guerra contra o Irã marcaram a campanha e colocaram o desempenho da Casa Branca no centro do debate eleitoral.
Os republicanos chegam à votação com o controle das duas Casas do Congresso. Pesquisas e projeções indicam um cenário mais favorável aos democratas na Câmara, enquanto a disputa pelo Senado permanece incerta. Essas estimativas, porém, dependem da confirmação dos votos.
Uma eventual maioria democrata ampliaria o poder da oposição para investigar decisões do governo e negociar mudanças nos projetos enviados pela Casa Branca. No Senado, o partido também poderia dificultar a aprovação de indicações presidenciais, inclusive para a Suprema Corte, caso surjam vagas.
Se mantiverem o comando do Legislativo, os republicanos preservarão uma base importante para a agenda presidencial. Uma mudança no controle do Congresso, por outro lado, exigirá mais negociação e poderá impor obstáculos às prioridades do governo nos dois anos finais do mandato.
