Plantas do GeoSampa indicam que supressão de vegetação iniciada para obra de ampliação do terminal ocorria em praça pública fora do sítio aeroportuário da Zona Sul de SP.
A Aena Brasil, concessionária administradora do Aeroporto Internacional de Congonhas desde 2023, suspendeu temporariamente a supressão de árvores em uma área verde no Jardim Aeroporto, Zona Sul de São Paulo. A interrupção dos trabalhos ocorreu após a empresa ser formalmente notificada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e questionada por moradores e órgãos da administração pública.
A controvérsia envolve o perímetro exato da obra de expansão do terminal de passageiros. Embora a Aena sustente que a remoção da vegetação é indispensável para assegurar a segurança das operações aéreas e que conta com autorização da Cetesb para a supressão de até 781 árvores isoladas, mapeamentos oficiais do sítio aeroportuário contrariam a tese. Dados do GeoSampa, plataforma pública georreferenciada da Prefeitura de São Paulo, apontam que o trecho entre as ruas Tamoios e General Pantaleão Teles é cadastrado como praça e logradouro público, ficando externo aos limites da concessão aeroportuária.
Moradores do bairro protestaram contra o início das derrubadas, apontando a falta de aviso prévio e o impacto ambiental da medida na região vizinha à pista de pouso. A concessionária declarou que paralisou as máquinas para prestar esclarecimentos às autoridades e ajustar o plano de compensação ambiental, enquanto a Prefeitura e a Cetesb reavaliam o alinhamento do projeto com os limites do espaço público municipal.

