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Desabamento no Brás: buscas continuam e máquinas retiram escombros neste sábado

Polícia Civil, Bombeiros e Defesa Civil seguem trabalhando no local; sobrevivente relata que precisou quebrar vidro para conseguir respirar após ficar preso entre os andares do prédio

Por Thalyta Andrâde | São Paulo

As equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam trabalhando neste sábado (7) no local do desabamento de um prédio comercial na região do Brás, no centro de São Paulo. Os trabalhos estão concentrados nas buscas, na avaliação da área e na retirada dos escombros.

Cães farejadores estiveram no local no início da manhã para procurar possíveis vítimas sob os destroços, mas nada foi encontrado até o momento. Segundo informações da Polícia Civil, máquinas retroescavadeiras devem atuar durante todo o dia na remoção dos escombros. A previsão é que os cães retornem no final da tarde para uma nova etapa de buscas.

A Guardiã da Notícia conversou com uma das vítimas do acidente, Lucombo Lázaro Felipe João, de 28 anos. Natural de Angola, ele vive há três anos no Brasil e faz trabalhos temporários para uma empresa têxtil da região do Brás.

No momento do desabamento, Lucombo estava no terceiro andar do prédio. Com a queda da estrutura, ele foi parar no segundo pavimento e precisou quebrar um vidro para permitir a entrada de ar no ambiente, onde também estavam outras pessoas.

“Não sei como teríamos sobrevivido se eu não tivesse quebrado aquele vidro”, contou.

Lucombo conseguiu sair do imóvel por conta própria, mas sofreu escoriações na perna e recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. Morando sozinho no Brasil, ele também falou sobre o alívio por ter sobrevivido e pela ausência de mortes confirmadas no acidente.

Enquanto as equipes trabalhavam na área, comerciantes ligados ao edifício que desabou foram até o local na tentativa de recuperar rolos de tecido que estavam entre os materiais atingidos pelo desabamento. A Guardiã da Notícia tentou falar com os representantes mas eles não quiseram dar entrevista.

O prédio desabou na noite de sexta-feira (6). A ocorrência mobilizou equipes de resgate e levantou questionamentos sobre as condições da edificação. A Prefeitura informou que o imóvel não tinha alvará de funcionamento vigente, enquanto o Corpo de Bombeiros apontou a ausência de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) regular.

O prefeito Ricardo Nunes publicou imagens do Smart Sampa que registraram o momento do desabamento e afirmou que o peso acumulado de tecidos poderia ter contribuído para a queda. A hipótese ainda depende de investigação e não foi confirmada como causa do acidente.

A Polícia Civil, os Bombeiros e a Defesa Civil continuam atuando no local. A Guardiã da Notícia acompanha a ocorrência e segue apurando as circunstâncias do desabamento.

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