Anna Gabriela Faria Lima e Raphael Faria Lima Ferrari foram sepultados nesta quinta-feira (5), no Cemitério Parque Morumby, na zona sul de São Paulo; ex-namorado da advogada está preso e é investigado pelos crimes
Por Thalyta Andrâde | POLÍCIA | Cotia | Grande São Paulo
Familiares e amigos se despediram nesta quinta-feira (5) da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e do filho dela, Raphael Faria Lima Ferrari, de 6 anos. Mãe e filho foram sepultados no Cemitério Parque Morumby, na zona sul de São Paulo, após serem encontrados mortos em um apartamento em Cotia, na Grande São Paulo.
A cerimônia foi marcada pela comoção de familiares e pessoas próximas. Luciana Gaston, amiga da família, conversou com jornalistas e afirmou que todos estão profundamente abalados com a tragédia. Segundo ela, a família pede justiça pelas mortes.
O principal suspeito do crime é Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, ex-namorado de Anna Gabriela. Ele foi preso na noite de quarta-feira (4), na capital paulista, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, pela morte da advogada, e vicaricídio, pela morte da criança no contexto de violência contra a mulher. Relatos reunidos durante a investigação apontam que o relacionamento entre Anna e o suspeito era marcado por conflitos, ameaças, perseguição e comportamento controlador.
Outro ponto apurado pela polícia é a possibilidade de que mãe e filho tenham sido dopados antes de morrerem por asfixia. A hipótese é considerada pelos investigadores, mas a confirmação da causa das mortes depende dos resultados dos exames periciais.
Segundo Luciana Gaston, a legista do IML que cuidou do caso, relatou escoriações no corpo de Raphael.
Imagens de câmeras de segurança do condomínio mostram Anna, Raphael e o suspeito entrando juntos no residencial na noite de domingo (1º). O homem aparece deixando o local sozinho durante a madrugada de segunda-feira (2). Investigações também apontam que Eric limpou o local e ascendeu incenso para inibir rastros dos corpos.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Cotia. A defesa do investigado deve ser procurada para manifestação.