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Prefeitos do Grande ABC querem manter diálogo com governos federal e estadual após eleições

Em reunião em São Bernardo do Campo, Consórcio Intermunicipal discutiu prevenção a crises climáticas, áreas de risco, piscinões e educação; prefeitos defendem continuidade de programas e articulação por recursos.

O Consórcio Intermunicipal Grande ABC quer manter o diálogo com os governos federal e estadual no próximo mandato para garantir a continuidade de programas e ampliar os investimentos nos sete municípios da região. A expectativa foi destacada nesta terça-feira (27), durante a reunião ordinária mensal realizada no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, com a presença de prefeitos e representantes das administrações municipais.

Com proposta de realizar encontros itinerantes entre as cidades consorciadas, o colegiado teve São Bernardo como anfitriã em outubro. O prefeito Marcelo Lima (Podemos) recebeu os representantes municipais para uma reunião a portas fechadas, na qual foram discutidas demandas regionais nas áreas de educação, ensino superior, intercâmbio e prevenção de crises climáticas.

Segundo o presidente do Consórcio e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), os municípios também apresentaram projetos para a construção de novos piscinões e discutiram a manutenção das estruturas existentes. A intenção é levar as demandas regionais ao governo estadual, especialmente diante da preocupação com eventos climáticos extremos e com o surgimento de novas áreas de risco.

Volpi citou como exemplo a situação do Morro São José, em Ribeirão Pires, que voltou a preocupar as autoridades após as chuvas recentes. Para o prefeito, a articulação entre os municípios e os governos estadual e federal é fundamental para viabilizar medidas de prevenção e resposta a esses episódios.

“Citamos [na reunião] que novas zonas de risco podem aparecer, como aconteceu em Ribeirão Pires, com essa recente chuva, no Morro São José, que preocupa todos os municípios, mas eu acho que o diálogo tanto com o governo federal, como com o governo estadual, podem facilitar”, declarou.

A reunião aconteceu dois dias após o resultado final das eleições de 2026, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República. Questionado sobre a expectativa de apoio federal no próximo mandato, Volpi afirmou que o grupo espera a continuidade de programas e investimentos, incluindo iniciativas vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Todos os eleitos se preocupam com a governança. Esse foi um discurso de todos que tiveram êxitos nas campanhas. Mas a campanha passou e devemos seguir dando continuidade nos programas, porque decisão que se tome no governo federal e no governo estadual é na ponta que sofre, é no município”, afirmou Volpi. O prefeito acrescentou que, na avaliação dele, a necessidade de governabilidade favorece a manutenção do diálogo institucional.

O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, também defendeu a cooperação entre as diferentes esferas de governo, independentemente das relações partidárias de cada município. Ele citou a publicação de uma liberação de R$ 28 milhões para a compra de novos ônibus para Santo André, que atribuiu ao governo federal, como exemplo da continuidade de investimentos.

“Cada um aqui tem uma boa relação, uns mais com o governo do estado e outros mais com o governo federal, e o Consórcio é feito por isso, para ajudar uns aos outros na busca de recursos”, declarou Gilvan.

Além das pautas climáticas e educacionais, os prefeitos discutiram a articulação regional para encaminhar projetos e demandas aos governos. A agenda do Consórcio prevê que a reunião de novembro seja realizada em Mauá. O encontro de dezembro está previsto para Ribeirão Pires e deverá incluir a escolha do próximo presidente da entidade.

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