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Motociata em São Paulo reivindica tarifa mínima de R$ 10 e valorização dos entregadores

Mobilização na região do Pacaembu reuniu motoboys, movimentos sociais e lideranças políticas em defesa de melhores condições de trabalho e ampliação dos pontos de apoio.

Motoboys, representantes de movimentos sociais e lideranças políticas participaram nesta quarta-feira (21) de uma motociata na região do Pacaembu, em São Paulo, com destino à Praça Roosevelt, no centro da capital. A mobilização reuniu reivindicações por remuneração mínima, combate à precarização e valorização dos profissionais que trabalham com entregas.

Entre as demandas apresentadas pelos participantes estão o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro rodado e uma taxa mínima de R$ 10 por entrega. Os manifestantes também defenderam a ampliação dos pontos de apoio, com estrutura para alimentação, descanso e atendimento às necessidades dos trabalhadores.

O ato teve ainda manifestações de apoio ao presidente Lula e de reconhecimento a políticas públicas que, segundo as lideranças entrevistadas, contribuem para melhorar as condições de trabalho da categoria.

Pontos de apoio e representação política

Em entrevista à Guardiã da Notícia, JR Freitas destacou ações do governo Lula voltadas aos trabalhadores e defendeu a expansão dos espaços de apoio aos entregadores em todo o país.

Freitas também criticou a associação dos motoboys exclusivamente à direita após um encontro com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em um ponto de apoio. Para ele, esses equipamentos devem acolher profissionais de diferentes posições políticas, sem vincular toda a categoria a uma candidatura.

Durante a entrevista, a liderança relacionou as reivindicações dos trabalhadores à defesa da soberania e da democracia.

Mobilização por direitos

Luciana Mendonça, apresentada na cobertura como coordenadora nacional do Movimento Trabalhadores sem Direitos, afirmou que a mobilização busca valorizar os profissionais, defender a democracia e incentivar a criação de novas políticas públicas.

A participação dos movimentos sociais também trouxe ao ato o debate sobre jornadas de trabalho e tempo para convivência familiar. Armando Martins, conhecido como Nando e apresentado como coordenador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), destacou a organização dos trabalhadores em torno dessa pauta.

O VAT foi fundado por Rick Azevedo, no Rio de Janeiro, e ganhou projeção com a mobilização pelo fim da escala 6×1. A atuação do movimento também passou a integrar os debates sobre redução da jornada na Câmara dos Deputados.

Ediane Maria pede solidariedade aos motoboys

Também entrevistada durante a cobertura, a deputada estadual Ediane Maria (PSOL) pediu sensibilidade e solidariedade à população em relação aos entregadores.

A parlamentar ressaltou que esses profissionais enfrentam chuva, vento e longas jornadas, deixando de passar tempo com suas famílias para realizar as entregas. Ela destacou ainda que os participantes interromperam suas atividades para estar na mobilização e dar visibilidade às reivindicações da categoria.

Ediane rejeitou a associação dos motoboys a um único campo político e defendeu o reconhecimento desses profissionais como trabalhadores que precisam de respeito, proteção e condições dignas para exercer suas atividades.

Rádio - Clínica Santa Marcia
São Paulo
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