Nascida antes da criação da Justiça Eleitoral, Carmelina Nogueira faz questão de votar nas eleições de 2026: “quero que meu candidato ganhe”
Quando a Justiça Eleitoral brasileira foi criada, em 1932, a paulista Carmelina Alves Nogueira já tinha quase duas décadas de vida. Hoje, aos 106 anos, a moradora do bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, esbanja lucidez e mobilidade para confirmar que fará questão de exercer o direito ao voto nas eleições de 2026.
A história de Carmelina exemplifica um fenômeno estatístico em ascensão no país. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil conta atualmente com 298.239 eleitores com 100 anos ou mais, o que representa cerca de 0,19% do eleitorado nacional. Embora o voto seja facultativo para pessoas com mais de 70 anos, a centenária faz questão de acompanhar as transformações políticas e ir até a urna eletrônica.
Mãe de 11 filhos — quatro deles vivos —, Carmelina mudou-se para a capital paulista por volta dos 30 anos, vinda da região de Tatuí, quando o falecido marido foi transferido para a antiga Estrada de Ferro Sorocabana. Prestes a ver a quinta geração da família crescer, ela preserva a caminhada diária e manda um recado direto aos eleitores mais jovens: escolher candidatos honestos e comprometidos em governar direito.
